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Crítica | Doctor Who: Face The Raven


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Nessa temporada de Doctor Who, vimos Clara tentar encontrar seu lugar na série. A verdade é que desde a morte de Danny, naturalmente, ela se sente vazia e fora de si. Nós assistimos ela assumir a personalidade do Doctor e também assistimos ele alertá-la sobre isso em vários momentos. “Face The Raven” traz um final relativamente fraco para uma personagem a qual foi dada tanta importância durante a série. No final, Clara anuncia o que todos nós já sabíamos, talvez ela quisesse isso.

Sim, Clara está morta. Nós já sabíamos que a Jenna Coleman estava deixando a série nessa temporada e com tantos episódios abordando a morte nos últimos 10 episódios, eu não achei que ela fosse ter um final diferente. Meu único problema com o adeus de Jenna foi a circunstância em que ele ocorreu. O fim de Clara é  decorrente de sua arrogância, autoconfiança e aquela velha história de querer assumir o papel do Doctor. 

O fato é que a fim dela não foi comovente, na minha opinião. Talvez porque ela viesse procurando pela morte nos últimos meses, o fato de ela quase cair da TARDIS enquanto voa pendurada para o lado de fora e rir disso, com certeza quer dizer alguma coisa. 

Mesmo com a contagem regressiva, houve ainda tempo para uma despedida bonita, mas que não roubou o foco do episódio. Basta reparar na troca de olhares entre Capaldi e Jenna Coleman, ele cheio de tristeza ao perceber o que ela fez e ela percebendo que não poderia ser salva, não dessa vez.



“Me escute. Você vai ficar sozinho agora, e você não é muito bom nisso. Não importa o que acontecer depois, não importa para onde ela vai te mandar. eu sei do que você é capaz.“ 
Mas vamos falar um pouquinho sobre os eventos que levaram a esse momento. No começo do episódio parecia que teríamos um uma aventura qualquer, Rigsy de “Flatline“, interpretado por Joivan Wade, liga para  o Doctor pelo telefone da TARDIS (que anda bastante ocupado) para falar sobre uma tatuagem no seu pescoço que é na verdade uma contagem regressiva.

Ele não sabe como conseguiu essa tatuagem, não se lembra de nada das últimas 24h e a tela de seu celular está quebrada. É o pesadelo de qualquer jovem do século 21. Em uma rápida análise na TARDIS, o Doctor conclui que Rigsy teve um contato com alienígenas no dia anterior, que ele não se lembrava de nada por causa de uma droga da amnésia encontrada no cérebro do nosso Local Knowledge e que o número decrescendo na nuca dele era referente aos minutos de vida que ele ainda tem. Nesse momento também é estabelecido que Rigsy agora tem uma família e uma filha. Moffat é cruel, mas não mataria um cara que acabou de se tornar pai, daí a necessidade de Clara se sacrificar por ele.




Somente a ideia de uma trap street, uma rua escondida em plena vista (assim como a TARDIS, mas usando mecanismos diferentes), já teria sido o suficiente para um episódio inteiro. Não consegui deixar de pensar no Beco Diagonal, as semelhanças são muitas. A ideia dessa rua é realmente intrigante, mas as coisas ficam ainda mais interessantes quando Ashildr (Maisie Williams) reaparece. Ashildr, que agora se intitula Prefeita Me (sim, ela esqueceu do próprio nome, de novo) é quem comanda essa rua onde vive uma enorme variedade de aliens refugiados, muitos deles inimigos do Doctor. Os efeitos especiais para esconder a  identidade dos aliens sob a forma humana foram incríveis.

Mas a verdadeira surpresa desse episódio foi Ashildr se revelando uma traidora para o Doctor. Alguém ligar para Rigsy e mandar ele ir até a rua, eles tramarem para parecer que ele matou uma das moradoras de lá, isso ser uma emergência e ele atrair o Doctor. Tudo isso foi uma armação para capturar o Time Lord e teletransportá-lo para as garras de algum inimigo. Ashildr e suas ações foram a causa da morte de Clara e o Doctor não vai se esquecer disso.




Em termos técnicos, Face The Raven é tão bom quanto ao episódio anterior, Sleep No More, com direção de Justin Molotnikov. A fotografia do início do episódio, no centro de Londres, possui tons azulados e cores frias, contrastando com os tons amarelados da Rua Escondida. A trilha sonora não foi exatamente impressionante, mas a ausência de áudio no momento da morte da Clara é de arrepiar.

Curiosidades:

  • Sabiamente, o roteiro utiliza a ideia popular, difundida na idade média, sobre os maus presságios que envolvem a figura do Corvo. O uso desse símbolo é também uma interessante relação com as origens Vikings de Ashirld, que está ligada ao corvo pelas Sombras de Quantum. Na mitologia nórdica, os corvos eram associados ao deus supremo, Odin.
  • A droga usada para apagar as memórias de Rigsy era Retcom, também conhecida como Composto B67 ou Pílula da Amnésia. Essa droga era muito usada pela Torchwood Três para apagar a memória de qualquer um que fosse azarado o suficiente cruzar o caminho deles. Na última vez que Ashildr apareceu em DW, o Doctor mencionou Jack Harkness para ela e disse que ela deveria ficar de olho nele também. Talvez ela tenha seguido esse conselho.
  • Novamente, Clara menciona suas aventuras com Jane Austen. Acho que não restam mais dúvidas de que ela é bissexual e que teve um rolo com a escritora de Orgulho e Preconceito. 
O episódio termina com o Doctor sendo teletransportado e o que vem a seguir você pode conferir no teaser abaixo:



Bonus: no fim do episódio Rigsy aparece grafitando a TARDIS e o resultado final é esse.




E vocês, o que acharam desse episódio? Ficaram comovidos com a saída de Jenna Coleman? Não deixem de comentar!

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NerdSide Blog: Crítica | Doctor Who: Face The Raven
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