Crítica | The Flash: The Darkness and The Light/Enter Zoom

Como eu fiquei a semana toda sem postar e estou super atrasada, resolvi juntar o rascunho que eu tinha do review de The Darkness and The Light com o as ideias que eu tinha para Enter Zoom. Ufa, saiu alguma coisa! Além disso os dois episódios tinham algo em comum: Doctor Light e Linda Parker. Vamos lá?

The Darkness and The Light


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Esse episódio de The Flash tinha um grande obstáculo para superar: a introdução de Harrison Wells da Terra-2 no Team Flash. O que acabou dando certo, mas poderia ter sido melhor. O problema aqui é a relação entre o fim de “The Fury of Firestorm” com os acontecimentos de “The Darkness and The Light”, pulando por exemplo a reação de Barry ao dar de cara com o homem que matou sua mãe, de novo. 

Além disso, as questões práticas como, por exemplo, o que aconteceu com o King Shark depois que Harry, apelidado assim por Cisco, atirou nele? Patty colocou ele nas costas e levou pra prisão? Talvez um minisódio pudesse preencher essa lacuna, mas parece que vai ficar por conta da imaginação de cada um. Apesar dessas omissões, é fácil relevar por conta da qualidade desse episódio. Mesclando nuances mais sombrias com um toque de comédia romântica, The Flash continua mantendo o alto nível de seus episódios.

Começar com um flashback da Terra-2 foi essencial para entender melhor o problema entre Garrick/Wells, já deu pra perceber que eles não tem uma relação muito amistosa, tanto que Jay resolve deixar o Team Flash por não querer trabalhar com ele. O problema entre os dois é que Harry é o culpado por ter criado os meta-humans na Terra-2, inclusive o Zoom. E ao invés de assumir a responsabilidade, Wells preferiu se omitir e ainda ganhar dinheiro em cima do acontecimento, criando por exemplo um gadget para identificar meta-humanos.

Além disso, agora temos uma ideia melhor de como é a Terra-2. O cuidado que a produção teve em diferenciar a arquitetura e até mesmo o próprio estilo das pessoas me encantou. O estilo anos 20 dá uma cara mais inocente ao lugar, pelo menos até Zoom aparecer. Mas a Terra-2 parece ensolarada demais, vou ficar por aqui mesmo.


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A melhor coisa de todo o episódio é a atuação de Tom Cavanagh, nas cenas com Cisco principalmente. Eu realmente senti falta dele, agora ele está de volta, mas como um personagem essencialmente diferente. Apesar das desconfianças por parte do Team Flash, ele passa a ser tolerado por ser útil na luta contra Zoom.  

Enquanto isso Zoom continua mandando meta-humanos para matar Barry e dessa vez a enviada é Doctor Light, A.K.A. doppelganger de Linda Parker. E para ser bem sincera, como meta-humana ela é uma ótima jornalista. Tudo que Light faz é roubar bancos para tentar fugir de Zoom e poder viver uma vida normal, além disso também tenta matar Linda. Essa situação rendeu uma cena interessante onde Iris foi quem salvou a colega de trabalho e finalmente pudemos vê-la como alguma coisa mais do que só interesse romântico do Barry. Ninguém aguenta mais West-Allen, né?

Por falar em Barry e interesses românticos, finalmente rolou Patty/Barry, única ship que eu aprovo além de Cait/Jay (os dois também tiveram um momento, um quase beijo, mas não desisti ainda e espero vê-los juntos de novo). Quanto a Patty/Barry, os dois finalmente saíram em um encontro, que quase foi pelos ares pelo fato de Barry estar temporariamente cego – por ter sido atingido pela Light antes - e como era de se esperar foi a coisa mais linda do mundo.

Por último, finalmente o Team Flash descobre sobre os poderes de Cisco. Nós já sabíamos que ele havia sido afetado há bastante tempo, mas Cisco continuava não contando para ninguém, principalmente para ninguém do Team Flash, por medo da reação deles. O segredo é revelado graças àquele gadget do Harry que eu mencionei lá em cima. A reação é bem tranquila e logo arrumam uma utilidade pra ele, que usa seu poder para localizar e capturar a Light. Acredito que com o desenrolar da história Cisco descubra mais sobre seus poderes e se desenvolva, mas o mais importante  já foi definido, seu nome de super-herói: Vibe (ou Vibro, em português). 

Além disso, tivemos a introdução de uma personagem importante: Hawkgirl, ou Kendra Saunders, ou melhor personagem feminina da DC Comics. Só tivemos uma pequena discussão por aqui, por que ela diz para o Cisco que acabou de chegar na cidade sendo que ela já está lá desde o final da 1ª temporada? Já se passaram pelo menos 6 meses e não é tão pouco assim.

Enter Zoom 


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O episódio começa com uma cena onde vemos Doctor Light lutando contra Barry, e vencendo. Confesso que fui pega de surpresa, já que a meta-humana terminou o último episódio presa no STAR Labs. Mas logo percebemos que essa cena era na verdade um flashfoward, e voltando ao presente temos Barry conversando com Light (que ainda está presa) sobre Zoom. Nessa conversa ela revela o seu plano: Depois de matar Flash, ela jogaria o símbolo da roupa dele para Zoom, que ficaria assistindo a briga da Terra 2, através do portal.

Então Barry tem a brilhante ideia de usar a Linda da Terra 1, sua ex-namorada, para fingir uma luta e atrair o vilão. O que, apesar de ser um artifício bastante usado nos quadrinhos, acaba falhando por razões óbvias. E o pior disso tudo é que, como Joe West também percebe, Barry ainda se sente frustrado por não ter vencido o Flash Reverso, afinal o verdadeiro herói foi Eddie. E essa frustração leva Barry a ser impulsivo e imprudente, buscando encontrar Zoom à qualquer custo, mesmo que isso signifique colocar a própria vida e a de outras pessoas em risco.

O diferencial em The Flash, desde as HQs até a série, sempre foi seu tom mais divertido e leve. Diferentemente de Arrow, que tem aquela atmosfera dark e vilões aterradores, o Velocista Escarlate tem uma galeria de vilões muito mais light. Zoom não se enquadra nesse grupo, ele é aquele tipo de vilão que esperamos que dê uma surra no herói primeiro. E foi exatamente isso que aconteceu. Uma coisa é certa, Zoom é introduzido com uma entrada triunfal.




Foi bom, para variar, ter uma estrutura diferente daquela de “vilão da semana”, desenvolvendo ao invés disso, uma narrativa mais contínua. A série sem dúvida tem os os elementos para que isso ocorra mais vezes: bons personagens relacionados entre si e um background consistente que dispensaria a introdução constante de novos vilões que desaparecerão na semana seguinte.  

A nova postura de Barry, mais sentimentalista, disposto a aproveitar a vida o máximo possível e não deixar que ela passe como um flash , rende mais bons momentos entre ele e Patty. Outra consequência dessa mudança de comportamento, dessa vez por parte de todo o Team Flash, é a integração do Dr. Wells da Terra 2 com o grupo. Algo que eu venho dizendo desde o início da temporada e que ficou mais claro nesse episódio foi o fato de que Harrisson Wells é um completo e absoluto babaca, mas ele não é um vilão. 

Na primeira temporada, tínhamos um Harrison Wells que mascarava seu lado sombrio usando seu carisma. Já Harry da Terra 2 é um arrogante e antipático, mas que parece ter um bom coração, dominado pelo desejo de salvar sua filha, Jesse Quick. Sim, Jesse Quick, uma das velocistas que compõem o universo de The Flash, é, na série de TV, filha do Harrisson Wells da Terra 2. 

The Flash finalmente começou a fluir em sua segunda temporada, que apesar dos bons episódios, vinha se arrastando. Mas essa é a parte boa das temporadas com 23 episódios, o ritmo da série pode mudar com o desenrolar da história. Mal posso esperar pelos próximos episódios e o tão aguardado crossover de Arrow e The Flash desse ano. E vocês, o que estão achando? Não deixem de comentar!

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Crítica | The Flash: The Darkness and The Light/Enter Zoom
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